2007/09/27

Cinema nas Freguesias - S.I.R.A._Atalaia | 2007

KIKUJIRO DO NATSU | O Verão de Kikujiro
de Takeshi Kitano
30 Setembro 2007 | Sábado | 21:30 | Atalaia - V. N. Barquinha









Com:
Kayoko Kishimoto
e
Takeshi Kitano




Ano: 1999
Idade: M/12
Duração: 115 minutos
Género: Drama
País de Origem: Japão

Sinopse:
É Verão e o pequeno Masao não tem ninguém com quem brincar. O futebol foi suspenso e todos os seus amigos estão de férias na praia. Viver sozinho com a avó parece ainda menos divertido para uma criança de nove anos. De morada e fotografia em punho, Masao decide ir à procura da mãe que nunca conheceu. Mas com pouco dinheiro e menor sentido de orientação, Masao não pode ir sozinho. Uma amiga da avó oferece então o marido como voluntário para acompanhar o rapaz nas suas buscas.




2007/09/24

cinema no virgínia | 2007

LA FAUTE à FIDEL! | Por Culpa de Fidel!
de Julie Gavras
26 Setembro 2007 | 21:30







Com:
Julie Depardieu,
Stefano Accorsi,
Nina Kervel





Ano: 2006
Idade: M/12
Duração: 99 minutos

Género: Drama / Histórico

País de Origem: Itália / França

Sinopse:

Anna tem 9 anos. Para ela, a vida é simples, ordeira e de hábitos instalados. Uma vida que decorre confortavelmente, entre Paris e Bordéus.
Mas eis que entre 1970 e 1971, o compromisso político assumido por seus pais, da extrema esquerda, muda a vida de Anna. Primeiro, o seu tio, comunista e envolvido na luta contra o regime de Francisco Franco, desaparece, possivelmente assassinado pela guarda-civil espanhola. Posteriormente, após uma viagem ao Chile, durante a presidência de Salvador Allende, Marie e Fernando (os pais de Anna) decidem por em prática as suas ideias políticas.
Termina assim a tranquilidade na casa dos arredores de Paris, que começa a ser visitada por camaradas "vermelhos e barbudos", por pessoas que sonham com a Revolução de Fidel Castro. Termina a época da educação religiosa e, sobretudo, a calma que caracterizava a vida da menina.


4º Trimestre de 2007

Vamos voltar ao Teatro Virgina para mais um trimestre de projecção do melhor cinema que se tem feito nos últimos tempos.
Queremos continuar a contar com os espectadores que nos têm vindo a habituar à sua presença e desafiamo-los a trazer uma amigo ou amiga já a partir de quarta-feira!!!

2007/09/10

Reentré - workshop de bonsai

E, em vez de começarmos o "novo" ano com cinema:

Mais um Workshop de Bonsai, em mais uma parceria organizativa entre o Cineclube de Torres Novas e o Bonsai Club de Braga, a realizar no próximo dia 22 de Setembro (Sábado), no Museu Agrícola de Riachos, a partir das 10h.




AS INCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS

Para mais informações, por favor, contacte o nºs 919564515 ou 961961721
ou através dos e-mails: ugi_@hotmail.com; n_guedelha@iol.pt; ritafreitas@yahoo.com; cc_torresnovas@iol.pt


2007/09/09

cinema nas aldeias - Moitas do Norte

Na colectividade TUNA


NHA FALA
de
Flora Gomes
15 . Setembro . 2007 ás 21:30


Nha Fala que significa "Minha voz", "Meu destino", "Minha vida", "Meu caminho" é a quarta longa metragem deste realizador depois de "Mortu Nega", "Os Olhos Azuis de Yonta" e, "Po di Sangui".

Este filme é uma comédia musical cheia de alegria, humor e optimismo, onde a heroína Vita é interpretada por Fatou N’Daye. A banda sonora é do lendário Manu Dibango.

"Em África diz-se que nada funciona. Quis mostrar qualquer coisa que mexesse, a música, e render homenagem a todos os músicos sobretudo a Manu Dibongo" declarou o realizador "Quis falar de uma África positiva, onde se morre mas também se ri."

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2007/05/26

CINEMA ÀS QUARTAS



O ODOR DO SANGUE | L'ODORE DEL SANGUE
DE MARIO MARTONE
30 MAIO 2007 | 21:30

Este texto foi publicado na revista «6ª»/Diário de Notícias (5 Jan. 2007), com o título ‘Elogio do trágico’.

Muito se fala do desconhecimento em que permanecemos face à variedade interior de algumas cinematografias europeias. E com razão. Não se trata, entenda-se, apenas de países mais ou menos “distantes” no mapa cultural da Europa: de facto, há muito que o mercado deixou de manter uma relação regular com os produtos de França ou Itália, noutros tempos (anos 60/70 e ainda parte da década de 80) centrais nas opções de distribuidores e exibidores.

Não simplifiquemos, no entanto. Desde logo porque as crises internas que, de uma forma ou de outra, abalaram essas cinematografias não podem deixar de influir na sua própria capacidade de exportação. Mas também porque é um facto que, em anos recentes, algo mudou e para melhor: apesar de tudo, qualquer espectador actual – desde que munido dessa salutar qualidade que é o desejo de descoberta – pode ter uma percepção razoável de algumas tendências (nacionais ou estéticas) do cinema que se faz na Europa. As televisões pouco ou nada fazem para contribuir para essa salutar diversificação, mas isso é outra história (sendo, no fundo, a mesma...).

Tudo isto para dizer que, com a estreia de «O Odor do Sangue« (2004), importa saudar a chegada (finalmente!) de Mario Martone às salas portuguesas. Nascido em 1959, em Nápoles, Martone é um criador genuinamente original que, através de títulos como «Morte di un Matematico Napoletano» (1992), «L’Amore Molesto» (1995) ou «Teatro di Guerra» (1998), tem procurado trabalhar a partir de matrizes clássicas do melodrama. O seu objectivo: dar conta de tensões afectivas e impasses sociais muito contemporâneos.

Protagonizado por Fanny Ardant e Michele Placido, «O Odor do Sangue» poderá definir-se como uma história de amor que desafia a própria possibilidade (formal e moral) de contar uma história de amor. Isto porque a relação entre marido e mulher é, aqui, encenada a partir das ligações extra-conjugais de ambos, vividas num clima de silenciosa conivência, numa espécie de ilegalidade consentida, potencialmente devastadora.

Não que este seja um filme sobre a fidelidade como mero jogo de “verdade” e “mentira”. Aliás, a sua respiração eminentemente trágica é estranha a qualquer dispositivo de natureza telenovelesca. Na verdade, a história de Silvia e Carlo integra uma interrogação absolutamente selvagem. A saber: até que ponto cada cônjuge pode, ou sabe, reconhecer a verdade mais radical do(s) desejo(s) do outro? E como sobreviver a isso?

«O Odor do Sangue» também não é, entenda-se, um filme ingenuamente “libertário”. O que Martone filma confunde-se, em última instância, com o carácter insolúvel de qualquer desejo, sendo Silvia a vítima sacrificial dessa insolubilidade. E se outras razões não houvesse para descobrir este filme, a Silvia composta por Fanny Ardant seria suficiente: respeitando as exigências do mais tradicional registo psicológico, a actriz sabe colocar em cena uma transcendência que nenhuma religiosidade, a não ser a do corpo, consegue exprimir.

Texto de João Lopes